no nosso site agora são: , do dia:

 

 

 

01 - SELEÇÃO DE PAGODES

EM TEMPO DE AVANÇO

Lourival dos Santos / Tião Carreiro


O destino aqui me trouxe
Cantar pra vocês eu vou
Eu só trouxe coisa boa
Foi meu sertão quem mandou

VIOLA PAGODEIRA
Ronaldo Viola / Menino Celes / Silviano Ramos

Minha viola pagodeira minha fonte de poesia
Rainha das madrugadas em noites de cantoria
Ela sempre me acompanha chega a gemer nos meus braços
A viola que eu ponteio têm as dez cordas de aço

PAGODA NA PRAÇA
Moacyr dos Santos / Jorge Paulo

Fazer moda é meu vício viola é minha cachaça
No batido do pagode meus dedos não embaraçam
Quando eu passo a mão na viola faço levantar fumaça
O pagode no momento ta sendo o dono da taça
Porque o povo está gostando eu também to caprichando
De vez em quando soltando uns pagode bão na praça

CAVALO ENXUTO
Lourival dos Santos / Moacyr dos Santos

Eu tenho um vizinho rico fazendeiro endinheirado
Não anda mais à cavalo só compra carro importado
O fazendeiro moderno só me chama de quadrado
Namoramos a mesma moça vejam só o resultado

EMPREITADA PERIGOSA
Moacyr dos Santos / Jacozinho

Já derrubamos o mato terminou a derrubada
Agora prestem atenção meus amigos e camaradas
Não posso levar vocês na minha nova empreitada
Vou pagar tudo que devo e sair de madrugada

VIOLA PAGODEIRA

Minha viola pagodeira minha oitava maravilha
Tendo você nos meus braços minha estrela eu sei que brilha
Encostada no meu peito derrubo qualquer barreira
Defendendo as raízes desta terra brasileira


Voltar ao topo




02 - BOI SOBERANO

Pedro Lopes de Oliveira / Isaltino Gonçalves de Paula / Carreirinho


Me lembro e tenho saudade do tempo que vai ficando
Do tempo de boiadeiro que eu vivia viajando
Eu nunca tinha tristeza vivia sempre cantando
Mês e mês cortando estrada no meu cavalo ruano
Sempre lidando com gado desde a idade de quinze anos
Não me esqueço de um transporte seiscentos bois cuiabanos
No meio tinha um boi preto por nome de soberano

Na hora da despedida o fazendeiro foi falando
Cuidado com este boi que nas guampa é leviano
Este boi é criminoso já me fez diversos danos
Tocamos pelas estradas naquilo sempre pensando
Na cidade de Barretos na hora que eu fui chegando
A boiada estourou ai só via gente gritando
Foi mesmo uma tirania na frente ia o soberano

O comercio da cidade as portas foram fechando
Na rua tinha um menino de certo estava brincando
Quando ele viu que morria de susto foi desmaiando
Coitadinho debruçou na frente do soberano
O soberano parou ai na frente ficou bufando
Rebatendo com os chifres os bois que vinham passando
Naquilo o pai da criança de longe vinha gritando

Se este boi matar meu filho eu mato quem vai tocando
Quando viu seu filho vivo e o boi por ele velando
Caiu de joelhos por terra e para Deus foi implorando
Salvai meu anjo da guarda deste momento tirano
Quando passou a boiada que o boi foi se retirando
Veio o pai desta criança e comprou o soberano
Este boi salvou meu filho ninguém mata o soberano

Voltar ao topo


03 - IDENTIDADE DE VIOLEIRO

Pagode Maurício / João Carlos


Fazer moda é minha sina
Cantar é coisa que gosto
No braço desse meu pinho
Minha vida eu aposto
Nos ponteios que formulo
Deixo minhas digitais
Depois que bato um pagode
A platéia pede mais

Esse é um dom de Deus
Que eu tenho
Em minhas mãos
Cada verso que eu faço
Deixo a minha contribuição
Pois eu canto a minha vida
Que originou no sertão
No que eu faço não escondo
Esse meu jeito bem peão

Quem ama o som da viola
Só pode ser meu amigo
Nos trabalhos que eu faço
Eu transformo em abrigo
Protegendo as raízes
De forma original
Viola é igual cachaça
É uma paixão nacional

Não tenho vida de rei
Não tenho pote de ouro
Mas tenho dignidade
Esse é meu maior tesouro
Eu ponho no meu talento
A minha identidade
Divulgando a cultura
Um patrimônio
Da humanidade


Voltar ao topo




04 - MINHAS ORIGENS

Guarânia Altair José de Oliveira / Maurício Felipe

Aqui na cidade sou bem conhecido
Tenho muitos amigos não posso negar
Na minha rua ainda se cumprimenta
E a gente tenta se acostumar
Mas meu coração que é sertanejo
Sempre me faz comentar
É la na roça que eu nasci
E é para lá que eu quero voltar

Me inspirar na lua e com minha viola
Cantar para ela antes de deitar
E no aconchego do seu abraço
Acordar ouvindo o galo cantar
Coar café no fogão de lenha
Tirar do forno um bolo de fubá
Acender um cigarro de palha
Esquentar a bota antes de calçar

Debulhar o milho e tratar das galinhas
Das minhas vacas o leite tirar
Ir para o trabalho sem medo de assalto
E ver lá no alto o sol despontar
Cavar a terra e plantar a semente
No mistério da vida vê-la germinar
Tirar o sustento da minha família
Com os frutos colhidos deste meu lugar

Pescar no rio de água cristalina
Sem poluição sem cheiro no ar
E as borboletas multicoloridas
Alegres voando a me rodear
A saracura velha companheira
No brejo cantando vem me festejar
E ouvindo o som da cascata na pedra
Na água corrente eu vou me banhar

Voltar ao topo



05 - PAGODE EM BRASÍLIA
Lourival dos Santos / Teddy Vieira

Quem tem mulher que namora quem tem burro empacador
Quem tem a roça no mato me chama que jeito eu dou
Eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora
E o burro empacador eu corto ele na espora
E a mulher namoradeira eu passo o couro e mando embora

Tem prisioneiro inocente no fundo de uma prisão
Tem muita sogra encrenqueira e tem violeiro embrulhão
Pro prisioneiro inocente eu arranjo advogado
E na sogra encrenqueira eu dou de laço dobrado
E o violeiro embrulhão com meus versos está quebrado

Bahia deu Rui Barbosa Rio Grande deu Getúlio
Em Minas deu Juscelino e de São Paulo eu me orgulho
Baiano não nasce burro gaúcho é o rei das coxilhas
Paulista ninguém contesta é o brasileiro que brilha
Quero ver cabra de peito pra fazer outra Brasília

Pro estado de Goiás meu pagode está mandando
No bazar do Valdomiro em Brasília é o soberano
No repique da viola balancei o chão goiano
Vou fazer minha retirada e despedir dos paulistanos
Adeus que eu já vou me embora que Goiás ta me chamando

Voltar ao topo



06 - CARRETEIRO DA SOLIDÃO

Toada Martimiano Valério Borges


Levando o gado de sol a sol
Era feliz o boiadeiro
Quando de noite o sonho vinha
Dormia em cima do baixeiro
Mas esta vida traz a surpresa
Correu notícia na região
Iam fazer a nova estrada
E de asfalto cobriram o chão

Varando a noite
Cortando a estrada
É boiadeiro é fanfarrão
É cavaleiro das invernadas
Lá nos caminhos do sertão

Com a chegada dos caminhões
Aposentaram o boiadeiro
Sem seu trabalho com sua mágoa
Foi ser chofer de caminhão
O seu cavalo seu companheiro
Entristeceu ele partiu
Sua viola dependurada
Empoeirada não toca mais

A gente paga pelo progresso
Nem o berrante não há mais não
A gente escuta pelas estradas
Só buzina de caminhão
Vêm as lembranças das vaquejadas
Puxando as rédeas do alazão
As suas mãos estão coladas
Estão pregadas na direção

Voltar ao topo




07 - OFERTÓRIO SERTANEJO

Cururu Maurício Felipe / João Carlos


Sou um caboclo que veio da terra
Um caipira que veio da luta
Sertanejo que não ama a guerra
Mas que preza a liberdade
De plantar e de colher
De sonhar e de viver
De fazer viver oiá
De fazer viver

Da viola brotou o meu canto
Secou o meu pranto ao ver germinar
A esperança a luz a certeza
Ter sempre na mesa
A partilha o pão

Eu estava entre aqueles que labutavam
Entre aqueles que cantavam
No dia do mutirão
Com a força das nossas mãos
E o poder de nossa união
Construímos um moinho
Pra fazer fubá oiá
E nos alimentar

Nós viemos celebrar a nossa lida
Ofertarmos nossa vida
No altar de Jesus
E cantarmos a verdade
Que é na comunidade
Que o senhor se faz comida
Que o senhor se faz bebida oiá
Que se faz libertação

Voltar ao topo




08 - TERRA MINEIRA

Martimiano Valério Borges

Madrugada vai chegando
Acordando os caminhos
Enxugando os cafezais
Vem o sol devagarinho
Nas porteiras dos currais
Passo preto e canarinho

Lá em cima na montanha
Juriti já deu sinal
Cá em baixo no terreiro
Canta o galo no quintal
O dourado das espigas
Colorindo o milharal

Terra molhada terra vermelha
Terra do ouro terra mineira

Já nasceu um novo dia
Um cheirinho bem gostoso
Chaminé solta fumaça
A panela no fogão
Um torresmo bem tostado
Com arroz, feijão do bão

O sol anda lentamente
E com ele a boiada
Ruminando com seus passos
Horas lentas entoadas
Nas cantigas de um vaqueiro
Que acabou sua jornada

Surge a lua preguiçosa
Lá no céu quase sorrindo
Canta o coro das cascatas
Abrem asas passarinhos
Vão dançando em revoada
Desenhando os seus caminhos

Tem a curva de um rio
Que é porto de chegada
A espera de alguém
Que depois da caminhada
Quer voltar pras mesmas águas
Pra cantar as suas mágoas

Voltar ao topo




09 - AMOR DE PEÃO

Arrasta-pé Maurício Felipe


Minha morena vamos dançar
Neste salão vamos suar
Eu estou com tudo
Vou à luta no balanço
Arrasta pé nunca me cansa
Eu vou te fazer vibrar
To ligadão nesse
Teu jeito delicado
No teu dançar requebrado
Eu vou me aconchegar

Sou teu peão
Vem me abraçar
Depois do baile
Vamos amar

Eu quero te fazer
Mulher é meu desejo
Quero te encher de beijos
Eu vou me apaixonar
Pois amanhã saio
A galope no sertão
Mas sei que meu coração
Aqui mesmo ficará

Voltar ao topo




10 - PESCADOR E CATIREIRO
Carreirinho / Cacique

Comprei uma mata virgem do coronel Bento Lira
Fiz um rancho de barrote amarrei com cipó cambira
Fiz na beira da lagoa só para pescar traíra
Eu não me incomodo que me chamam de caipira
No lugar que eu chego e canto muita gente admira

Canoa fiz de paineira varejão de guaiuvira
A poita pesa uma arroba dois remos de sucupira
Se jogo a tarrafa n água sozinho um homem não tira
Capivara é bicho arisco quando cai na minha mira
Puxo o arco e jogo a flecha lá no barranco revira


Eu sou grande pescador também gosto de catira
Quando eu entro num pagode não tem quem não se admira
No repique da viola contente o povo delira
Se a tristeza está na festa eu chego ela se retira
Bato palma e bato o pé até as moças suspiram

Muita gente não conhece o cantar da curruíra
Nem sabe o gosto que tem a pinga com sucupira
Morando lá na cidade não se come cambuquira
É por isso que eu gosto do sistema do caipira
Pode até ficar de fogo ele não conta mentira

Voltar ao topo




11 - PAGODE É ASSIM

Pagode Benedicto Tavares


Coruja canta no toco
Sabiá na laranjeira
Eu no braço da viola
Canto até a noite inteira
Canto moda apaixonada
Se a morena for faceira
Chego junto nas paradas
Nunca encontrei barreira

Tem gente que fala muito
Mas nunca diz a verdade
Coisa feia neste mundo
É a tal da falsidade
Pra não falar da mentira
Pra que tanta crueldade
O que vale nesta vida
É a nossa sinceridade

Cantar no braço do pinho
Para mim é uma riqueza
Canto moda colorida
Desenhando a natureza
Faço versos inspirados
Também uso da franqueza
Agradeço a lei divina
Por haver tanta beleza

Violeiro pra ser violeiro
Tem que ter a tradição
Ter no peito uma saudade
E a fogueira da paixão
No repique da viola
Repicar seu coração
Ter um pensamento alto
Mas também o pé no chão

Pra bater este pagode
Muito eu tive que viver
Mas no chão de nossa vida
Sempre é tempo de aprender
Pra quem tem amor no peito
É preciso florescer
Pra quem tem felicidade
Não é preciso sofrer


Voltar ao topo





12 - TERRA AROEIRA

Toada-cateretê Maurício Felipe

Vim da terra aroeira
Vim dos campos do serrado
Tenho o sangue do caboclo
Venho da lida do gado
O meu nome é Severino,
Zé, Maria, Tião, João
Tenho os calos de uma vida
Cheia de recordação

Eu formei o cafezal
Plantei sonhos no meu chão
Rocei mato abri estradas
Desbravei o meu sertão
Trabalhei de sol a sol
Em busca de evolução
Vi nascer a esperança
Em cada palmo de chão

Acordava o meu recanto
Em cima de um alazão
Vendo a terra no cio
Vendo o verde no grotão
O orvalho gotejando
Quando nascia o sol e as
Plantinhas perfumadas
Em um forte arrebol

Escutava os passarinhos
Uma linda melodia
Ritmada pelos galhos
Quando o vento batia
O maestro sabiá
No galho da laranjeira
O animado João de Barro
Lá em cima da paineira

Vim da terra aroeira
Lá onde moram os bichos
Onde a vida era sem luxo
Mas também era sem lixo
Onde eu tive alegrias
Que não tenho na cidade
Lá vivi a harmonia
De uma comunidade

Voltar ao topo




13 - FILHO DE CARREIRO

Ritmo: Cururu Maurício Felipe / João Carlos


Minha gente aqui retorno aos meus tempos de menino
Lembrança me fez voltar um capricho do destino

Andei por muitos caminhos tropecei me reergui
Mas eu só me encontrei quando olhei dentro de mim

Vi papai que carreava com uma grande alegria
E eu de cima do carro para aboiada pedia

Vai guiando pirilampo
Vai de guia figurão
Conduzindo os bois do meio
Pra não cair no grotão
Vai puxando boi rochedo
Vai puxando boi sultão
E na lida bem felizes
Íamos rompendo chão

A vontade de vencer, me fez deixar este chão
Eu deixei minha família e aqui meu coração

Mas é aqui neste rancho que agora eu vou ficar
Sentir o cheiro da terra e o calor de um lar

Meu papai pegue a viola me chame pra lhe ajudar
Lembrar do carro de boi na varanda ao luar

Voltar ao topo



14 - A CANA

Pagode Antônio Mansano


A cana tem nó
Nós não vamos chupar
Passa ela na engenhoca
Pra garapa nós tomar
A garapa é gostosa
E a pinga é mió

É difícil um cristão
Que não toma a sua pinga
Seja pouca ou seja muita
Ela sempre tem saída
Desce o caldo pra barriga
E o álcool vai pra riba

Lambiqueiro faz a pinga
Comerciante compra ela
Ajeita na prateleira
E os pinguço bebe dela
Eu também bebo da pinga
E tem que ser da amarela

A cana sai da terra
E dá boa produção
Trata o gado faz açúcar
Faz melado que é bão
Ela dá muitos produtos
Que serve para a nação


Voltar ao topo



Telefone para contato

JOÃO CARLOS - (35) 3722-4587 / 9118-3124
MAURÍCIO - (35) 3715-2875 / 9961-2875
ADRIANA - (35) 9131 0968

João Carlos e Mauricio